Amazon fugiu das ações

Em geral, os investidores fugiram das ações no ano passado. A volatilidade regressou em força e, perante um elevado conjunto de incertezas, preferiram não estar expostos ao mercado acionista.

A Amazon, uma das maiores empresas do mundo, também fugiu das ações e preferiu investimentos mais seguros, como a dívida dos Estados Unidos. De acordo com os dados citados pela CNBC, a tecnológica aumentou a sua exposição a dívida pública norte-americana em 6,8 mil milhões de dólares, no ano passado, para 11,7 mil milhões de dólares. Ou seja, a cotada liderada por Jeff Bezos mais do que duplicou o investimento em obrigações, revela o relatório anual. A dívida passou a representar cerca de 28% dos investimentos da Amazon, a percentagem mais elevada desde 2010.

Com esta aposta, e num ano em que mais do que triplicou os seus lucros para 10 mil milhões de dólares, a empresa adotou uma postura mais conservadora e quis reduzir o risco das suas aplicações. Pode demonstrar também que não tem grande confiança na recuperação dos ativos de risco, como as ações. Este foi o posicionamento de muitos investidores, em 2018. Mas a Amazon não é um investidor qualquer.